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O homem tinha certeza da morte sua mulher e sua filha. Então, ficou sabendo DISSO

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Hoje trazemos para vocês um daqueles testemunhos de arrepiar. Vamos contar uma história impressionante que nos deixou realmente chocados. A protagonista da nossa história se chama Juliane Dille Köpcke e ela tinha apenas 17 anos quando tudo aconteceu. Essa garota conseguiu sobreviver ao acidente aéreo do voo 508 da LANSA, que aconteceu em 24 de dezembro de 1971 sobre a selva amazônica peruana. Em seguida, deixamos vocês com o surpreendente testemunho da garota e que vai deixá-los boquiabertos.

“Meus dias em Lima são maravilhosos. Apesar da minha experiência na selva, sou uma colegial. Costumo passar as férias em Panguana e meus dias de aula com meus colegas em Lima. Minha mãe queria voar antes para Pucallpa, mas eu tinha um baile na escola e minha formatura do colégio, que eram nos dias 22 e 23 de dezembro, respectivamente. Então pedi para minha mãe que me deixasse assistir.” “Está bem”, ela disse. “Vamos pegar o voo dia 24”. “O aeroporto estava cheio quando chegamos na manhã da véspera de natal. Vários voos tinham sido cancelados no dia anterior, e centenas de pessoas estavam acumuladas nos saguões.” “Mais ou menos às 11 da manhã, nos reunimos para o embarque. Minha mãe e eu nos sentamos na penúltima fila, em um banco de três assentos.

Eu estava na janela, como sempre, e minha mãe estava ao meu lado. Um homem bem encorpado se sentou no assento do corredor. Minha mãe não gostava de andar de avião. Ela é ornitóloga e diz que não é normal que um pássaro de metal tão grande se mantenha no ar. Os primeiros trinta minutos da uma hora de voo de Lima a Pucallpa não tiveram nenhum incidente. Tínhamos reservado um sanduíche e alguma bebida para o café da manhã. 10 minutos mais tarde, os assistentes de voo começaram a ficar agitados, já que estávamos no meio de uma tempestade elétrica. De repente, a luz do dia se transformou em noite e relâmpagos vinham de todas as direções. As pessoas já estavam ofegantes e o avião começou a sacudir violentamente, assim como as bolsas, os presentes embrulhados e as roupas de outono colocadas nos compartimentos superiores.

Os sanduíches começaram a pular e as bebidas não terminadas derramavam sobre as cabeças dos passageiros. As pessoas começaram a gritar e chorar. “Esperamos que tudo fique bem”, disse minha mãe, nervosa. Vi uma luz branca na asa direita que me cegou. Não sei se era um relâmpago ou uma explosão. Perdi a noção do tempo. O avião começou a despencar. Do meu assento na parte traseira, eu podia ver a cabine principal. Meus ouvidos, minha cabeça, meu corpo inteiro se encheram com o barulho do avião. Acima de tudo, ouvi minha mãe dizer com calma: ‘agora tudo acabou’. Estávamos caindo rapidamente. Os gritos das pessoas e o barulho das turbinas se calaram de repente, tudo ficou em silêncio. Minha mãe já não estava ao meu lado e eu não já não estava no avião. Ainda estava presa ao meu assento, a uma altitude de mais ou menos 10.000 pés. Eu estava sozinha e estava caindo em disparada.

Minha queda livre foi tranquila. Não podia ver nada ao meu redor. O cinto de segurança apertava tanto minha barriga que eu não conseguia respirar. Antes que pudesse sentir medo, perdi a consciência. Quando estava chegando, lembro-me da selva tropical peruana girando lentamente em minha direção enquanto eu me aproximava. As copas das árvores densamente povoadas lembravam brócolis. Pude ver tudo através de uma neblina antes de chegar ao solo. Quando recuperei a consciência, tinha aterrissado no meio da selva. O cinto de segurança estava solto, isso deve ter me acordado em algum momento. Estava enroscada no encosto dos três assentos, que caíram do céu em cima de mim. Tudo muito úmido e lamacento. Fiquei ali presa o resto do dia e da noite.

Nunca vou me esquecer da imagem de quando abri os olhos na manhã seguinte. As copas das árvores gigantes em cima de mim estavam banhadas por uma luz dourada, banhando tudo em um esplendor verde. Me sentia abandonada, completamente sozinha. O assento da minha mãe ao meu lado estava vazio. Não podia ficar de pé. Escutava o tic-tac do relógio mas não podia sequer olhar a hora e nem podia enxergar direito. Percebi que meu olho estava meio fechado por casa do inchaço, e só podia ver através de uma estreita abertura na meu olho direito. Meus óculos tinham desaparecido, mas no fim de tudo consegui ver a hora. Eram 9 da manhã. Me sinto tonta de novo e continuo caída no solo da floresta. Um instante depois, arrumei os óculos para poder me erguer um pouco, mas me senti tão tonta que cai outra vez. Tento de novo e finalmente consigo ficar nessa posição.

Toquei minha clavícula direita e estava totalmente quebrada. Também encontrei uma ferida profunda na panturrilha esquerda, como se tivesse me cortado com algo de metal. Estranhamente, não estava sangrando. Consigo ficar de quatro e me arrastar, procurando minha mãe. Grito seu nome, mas só as vozes da floresta me respondem. Para alguém que nunca esteve na floresta tropical, pode parecer um lugar muito ameaçador. As enormes árvores propagam sombras misteriosas. Garoa o tempo todo. Os insetos governam a floresta e eu encontro todos: formigas, besouros, borboletas, gafanhotos, mosquitos, varejeiras que colocam ovos debaixo da pele e nas feridas, e abelhas sem ferrão que grudam no cabelo. Por sorte, tinha vivido na selva o tempo suficiente para estar acostumada a todas as criaturas que se arrastam, zumbem, assobiam e grunhem.

Meus pais me ensinaram tudo sobre a selva. Eu só tinha que encontrar esse conhecimento em meio a minha comoção cerebral. Andei em pequenos círculos ao redor do meu assento, consciente do quão rápido se pode perder a direção na floresta. Consigo fazer uma marca em uma árvore para memorizar a localização. Não há restos, não há gente. Uma sensação de impotência me invade. Eu preciso sair da mata fechada para que os socorristas consigam me ver. Consigo encontrar uma pequena corrente de água, e ela me enche de esperança. Não só consigo água para beber, como também estou convencida de que me mostrará o caminho para meu resgate. Pouco a pouco, o curso de água vai se alargando e eu consigo andar a pé ao lado da água. É quase seis da tarde, está ficando noite, mas encontro um lugar protegido para passar a noite. Como outro doce dos que encontrei nos restos do avião. Dia 28 de dezembro, meu relógio, um presente da minha avó, parou para sempre. Assim, procuro contar os dias a medida que vou avançando. A corrente se torna um pequeno rio. Por ser época de chuvas, não há nenhum fruto para apanhar e o último doce eu já comi.

Não tenho faca para cortar o palmito dos caules das palmeiras. Tampouco posso pescar ou cozinhar raízes. Não me atrevo a comer outra coisa. Grande parte do que cresce na selva é venenoso, por isso tenho que ficar longe daquilo que não conheço. Mas posso beber uma grande quantidade de água corrente. No quinto ou sexto dia da minha viagem, escuto um zumbido e meu estado de ânimo fica eufórico. É o canto inconfundível do jacu-cigano, um pássaro subtropical que faz seus ninhos exclusivamente próximos a cursos abertos de água, justamente onde já existem assentamentos humanos! Na minha casa, em Panguana, se escuta esse barulho com frequência. Consegui caminhar mais rápido, seguindo o som, No fim, estou de pé nas margens de um grande rio, mas não consigo ver nenhuma alma.

Ouço aviões à distância, mas a medida que o tempo passa, o ruído some. Acho que desistiram depois de verificarem a zona do acidente e ver todos os passageiros menos eu. Uma ira intensa toma conta de mim. Como os pilotos podem voltar depois de demorar vários dias para enfim chegar a um grotão aberto de água? Logo minha raiva dá lugar a um desespero terrível. Mas não me rendo. Se há um rio, as pessoas não podem estar muito longe. A margem do rio é profunda demais para caminhar por ela. Além disso há arraias nas margens, por isso é necessário cuidado. O progresso é tão lento que eu decido nadar pelo rio, as arraias não entram em água profundas.

Tenho que tomar cuidado com as piranhas, mas aprendi que elas só são perigosas em águas paradas. Também posso encontrar jacarés, mas em geral eles não atacam seres humanos. Toda noite, quando o sol se vai, procuro um lugar razoavelmente seguro para passar a noite. Os mosquitos e as moscas entram nos meus ouvidos e no meu nariz. As noites de chuva são ainda pirores, as gotas frias deixam meu vestido de verão ensopado. O vento me faz tremer até a espinha. Nessas noites sombrias, me sinto totalmente abandonada. Estou cada vez mais fraca. Bebo muita água do rio, que enche meu estômago, mas sei que preciso comer algo. Em uma manhã sinto uma dor forte nas costas. Quando me toco, minha mão está manchada de sangue. “O sol havia queimado minha pele enquanto eu nadava.

Estou com queimaduras de segundo grau. A medida que os dias passam, meus olhos e meus ouvidos me enganam. Cada manhã fica mais difícil mergulhar na água fria. Tem algum sentido fazer isso? Sim, digo para mim mesma. Tenho que seguir em frente. Passo o décimo dia na água. Esbarro constantemente em troncos grandes, e tenho que fazer uma grande força para não quebrar um osso. Durante a tarde, encontro um banco de areia que parece um bom lugar para dormir. Consigo dormir alguns minutos. Quando acordo, vejo algo realmente estranho para mim: um barco. Esfrego os olhos, olho três vezes e ele ainda está lá. Um barco! Nado até ele e o toco. Só então pude realmente acreditar. Me dei conta de que há uma rota turística que leva até a margem do rio. Tenho certeza que vou encontrar gente ali, mas estou tão fraca que demoro horas para subir a colina.

Quando chego na parte de cima, vejo um pequeno refúgio, mas sem pessoas. Há um caminho que leva até a cabana da floresta. Tenho certeza de que o proprietário da embarcação virá a qualquer momento, mas ninguém vem. Anoitece e decido passar a noite ali. Na manhã seguinte acordo e ainda não aparecera ninguém. Começa a chover e entro no refúgio, enrolada em uma lona ao redor dos ombros. A chuva para durante a tarde. Já não tenho forças para lutar contra meus pés. Digo que vou descansar na cabana mais um dia, mas continuo me movendo. Quando amanhece, escuto vozes. Penso que são da minha imaginação. Mas as vozes se aproximam. Quando três homens saem do bosque, ficam em estado de choque. “Sou uma menina que estava no acidente da LANSA”. Em seguida, digo meu nome em espanhol. “Meu nome é Juliane”."

Os trabalhadores da floresta descobriram Juliane Köpcke no dia 3 de janeiro de 1972, depois de ela ter sobrevivido 11 dias sozinha na floresta tropical. Noventa e uma pessoas, entre elas a mãe de Juliane, morreram no acidente do voo 508 da LANSA. Juliane foi a única sobrevivente. Agora, bióloga e bibliotecária da coleção de biologia o Estado da Baviera, Juliane volta com frequência para Panguana, onde a estação de pesquisa que ela herdou continua recebendo cientistas.

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